Paletras de Saúde

Diarréia e Desidratação Infantil

copo_aguaDiarréia é definida como a diminuição da consistência das fezes (fezes amolecidas) geralmente associada ao aumento da freqüência das evacuações. É considerada “aguda” quando a duração da mesma for inferior a 7 dias. Apesar de várias doenças poderem se apresentar sob a forma de diarréia, os micróbios (vírus, bactérias, protozoários, fungos) e parasitas, são seus principais causadores.

Quando a diarréia é produzida por estes microorganismos, é chamada de diarréia infecciosa. Más condições de higiene, contato com pessoas ou animais doentes, ingestão de água e alimentos contaminados, desnutrição, são elementos que podem facilitar a aquisição da doença pela criança.

Os principais sinais e sintomas são:

Desidratação

A desidratação é uma complicação relevante e freqüente em pacientes com diarréia aguda que não são tratados precocemente.

Pode ser identificada, na criança, por alguns sinais como: boca seca ou saliva espessa, olhos fundos e brilhantes, choro sem lágrima, respiração rápida na ausência de febre, pele que enruga facilmente quando pregueada e demora para voltar ao estado normal (perda do turgor), diminuição do volume de urina, taquicardia (coração acelerado) na ausência de febre.

Aspecto das fezes

A presença de sangue e/ou muco (”catarro”) nas fezes, pode indicar diarréia produzida por micróbios que invadem as paredes do intestino.

Vômitos

Podem acompanhar um quadro de diarréia aguda, dificultando a alimentação da criança e a ingestão de líquidos (Soro de rehidratação Oral) para mantê-la hidratada.

O que fazer nos casos de diarréia aguda

Existem alguns cuidados essenciais que os pais ou responsáveis devem ter com as crianças que apresentam diarréia. Deve-se enfatizar, contudo, que é fundamental que a criança seja avaliada por um médico competente, para que seja feito diagnóstico e tratamento adequado. Um dos pontos chave, no tratamento da diarréia, é manter a criança hidratada, ou rehidratá-la caso esteja desidratada. Para isso, o ideal é utilizar o soro de rehidratação oral (SRO) que é encontrado em qualquer posto de saúde e, para prepará-lo, deve-se misturar os sais contidos no envelope em um litro de água previamente filtrada ou fervida. Após diluído, o soro deve ser mantido em refrigeração por um período máximo de 24 horas.

Como alternativa ao SRO podemos utilizar do Soro Caseiro, o qual pode ser feito seguindo rigorosamente a receita abaixo:

  1. Lave bem as mãos.
  2. Encha um copo de 200 ml com água limpa e fervida.
  3. Coloque uma medida pequena e rasa de sal (ou uma pitada de 3 dedos).
  4. Coloque 2 medidas grandes e rasas de açúcar (ou um punhado).
  5. Mexa bem e dê à criança, freqüentemente e em pequenas quantidades.

O soro (posto de saúde ou caseiro) deve ser administrado à criança várias vezes ao dia e sempre que a mesma apresentar diarréia. A presença de vômitos associados à diarréia, não impede o uso do soro. Nesta situação, ele deve ser administrado em menores quantidades e com uma freqüência maior.

Bibliografia:

  • Manual Merck: diagnóstico e tratamento / editores Mark H Beers & Robert Berklow; editores assistentes Robert M Bogin & Andrew J Fletcher. – 17. ed – São Paulo; Roca 2000.
  • Cecil Textbook of Medicine. 21º ed. W.B. Company, Philadelphia, PA 19106.
  • Pesquisa Internet: Bireme, Lilacs, Pub Med.



Estresse

estresseO estresse pode ser definido como uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação grande a um evento ou situação de importância. Este evento pode ser algo negativo ou positivo.

Estresse negativo é o estresse em excesso. Manifesta-se quando a pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação às atividades cotidianas. O organismo fica destituído de nutrientes e a energia mental assim como a corpórea fica reduzida. Produtividade e capacidade de trabalho ficam muito prejudicadas. A qualidade de vida sofre danos. Posteriormente a pessoa pode vir a adoecer.

Estresse positivo é o estresse em sua fase inicial, a fase do alerta. O organismo produz adrenalina que dá ânimo, vigor e energia, fazendo a pessoa produzir mais e ser mais criativa. Ela pode passar por períodos em que dormir e descansar passam a não ter tanta importância. É a fase da produtividade.

O estresse pode também ser considerado benéfico, é o chamado Estresse ideal que se manifesta quando a pessoa aprende o manejo do estresse e gerencia a fase de alerta de modo eficiente, alternando entre estar em alerta e sair de alerta. Para quem aprende a fazer isto o “céu é o limite”. O organismo precisa entrar em homeostase (”harmonia”) após uma permanência em alerta para que se recupere. Após a recuperação não há dano em entrar de novo em alerta. Se não houver um período de recuperação, doenças começam a ocorrer pois o organismo se exaure e o estresse fica excessivo.

O estresse pode ser benéfico em doses moderadas, pois em momentos de tensão produzimos uma substância chamada adrenalina (ou dopamina) que nos dá ânimo, vigor, entusiasmo e energia. Quando produzimos adrenalina ficamos “alertas” e eufóricos, nessa fase do estresse podemos sentir taquicardia, tensão muscular, suor frio e boca seca.

uando toda essa carga é repetidamente imposta ao organismo ele começa a apresentar sinais de falência apresentando como manifestações mais freqüentes: a dificuldade de memória, gastrite que pode evoluir para úlceras, problemas dermatológicos como Herpes, Hipertensão arterial entre outros, além de acarretar em envelhecimento precoce, depressão, problemas sexuais como impotência e ansiedade.

Para amenizar o estresse do dia-a-dia podemos aumentar a ingestão de vitaminas, principalmente as existentes em verduras, de preferência cruas ou no vapor. Associa-se a isso, intercalar momentos de descanso quando estiver exercendo atividades estressantes e respeitar no mínimo 8 horas de sono ininterruptas diárias (é um socorro que o corpo precisa).

Recomenda-se também a prática correta de atividades físicas que além de ajudar a descarregar a tensão, acalma e traz vários benefícios ao corpo.

Manter o lado psicológico equilibrado também ajuda a minimizar os efeitos do estresse. É importante manter uma atitude positiva perante a vida, reservar momentos para reflexão sobre as prioridades, objetivos e controlar a pressa.

Qualidade de vida nos nossos dias é um valor muito ressaltado e isso significa muito mais que viver em uma situação financeira boa ou de sucesso, significa sim, usufruir tudo isso gozando de plena saúde. O viver bem se refere a ter uma vida equilibrada em todas as áreas.


O que é o Colesterol?

dieta-colesterolO colesterol do nosso organismo provém de duas fontes: da sua própria síntese e dos alimentos que você ingere. Seu organismo necessita de colesterol para funcionar adequadamente, pois ele cumpre algumas funções como: produção de hormônios, fabricação de vitamina D, transporte de gorduras do intestino para o fígado, músculos e tecido adiposo. Mas, geralmente, seu organismo não requer além das quantidades que o fígado produz. O colesterol é transportado em seu sangue sob duas formas:

HDL (Lipoproteína de Alta Densidade): Conhecido popularmente como o “colesterol bom”. Tem a função de conduzir o colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito.

LDL (Lipoproteína de Baixa Densidade): Conhecido popularmente como “colesterol ruim”, é responsável pelo transporte e depósito de colesterol nas paredes das artérias, dando início e acelerando o processo de aterosclerose. O acúmulo de colesterol bloqueia o fluxo sangüíneo e estreita as artérias.

Colesterol e o coração

O LDL é o mais importante carreador de colesterol no sangue. Costuma ser denominado “mau colesterol” porque seu excesso no sangue associa-se a doença das artérias coronárias.

A LDL lipoproteína deposita o excesso de colesterol na parede das artérias provocando a formação de placas gordurosas que estreitam os vasos e podem impedir a circulação do sangue. Estas placas de aterosclerose podem localizar-se nas artérias que nutrem o coração, as coronárias, dificultando a circulação do sangue e podendo levar à isquemia do músculo cardíaco, ou seja, ao sofrimento do coração por falta de sangue e oxigenação adequada. A isquemia pode provocar dor no peito (angina) e um coágulo formado na região da placa pode, por fim, bloquear completamente a passagem do sangue, provocando o infarto. As HDL lipoproteínas, ou “bom colesterol” remove o colesterol da parede das artérias, levando-o de volta ao fígado. Quanto maior sua concentração no sangue, maior a proteção conferida contra o excesso de colesterol e a doença aterosclerótica. Os seguintes fatores aumentam o risco de doença coronariana:

  • Colesterol alto
  • Fumo
  • Pressão alta
  • Diabete
  • Obesidade
  • Idade: homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 anos
  • Sexo masculino
  • História de doença coronariana nos familiares próximos

Juntamente com o fumo e a pressão alta, o colesterol é um dos principais fatores de risco para doença coronariana passíveis de controle. Idade, sexo, história familiar são considerados fatores de risco não modificáveis. O controle do colesterol retarda o endurecimento das artérias e pode mesmo reverter o processo de crescimento da placa, ou seja, levar à sua regressão, ainda que parcial. Estudos clínicos demonstraram que a queda de um ponto percentual nos níveis de colesterol associa-se com uma queda de dois pontos percentuais (o dobro!) no risco de ataque cardíaco. Recentemente demonstrou-se que o tratamento agressivo do colesterol alto com medicamentos e dieta reduziu significativamente o risco de morte decorrente de aterosclerose coronariana, além de melhorar a sobrevida dos pacientes.

O que são triglicerídeos e como afetam as artérias?

Os triglicerídeos são a principal gordura originária da alimentação, mas podem ser sintetizados pelo organismo. Altos níveis de triglicerídeos (acima de 200) associam-se à maior ocorrência de doença coronariana, muito embora altos níveis de triglicerídeos costumem acompanhar-se de baixos níveis de HDL, sendo, portanto difícil apontar o verdadeiro “vilão”: se o triglicerídeo alto ou se o HDL baixo… A ingestão de gordura, doces e álcool pode elevar os triglicerídeos, razão pela qual deve-se medir sua concentração no sangue após 12 horas de jejum. Triglicerídeos muito altos, acima de 400-500, podem causar inflamação do pâncreas (pancreatite) e devem, pois, ser tratados agressivamente com dieta e drogas.

Tratamento

Dieta, exercícios físicos e perda de peso constituem o tripé insubstituível mesmo para quem precisa de remédios para baixar o colesterol. A redução da ingesta de colesterol e gorduras saturadas e o aumento no consumo de fibras pode reduzir em 10 a 15% os níveis sanguíneos de colesterol e em 15 a 20% os de triglicerídeos. Mas caso níveis elevados persistam com a dieta, indicam-se os medicamentos.

Bibliografia:

  • Manual Merck: diagnóstico e tratamento / editores Mark H Beers & Robert Berklow; editores assistentes Robert M Bogin & Andrew J Fletcher.
  • 17. ed – São Paulo; Roca 2000.
  • Cecil Textbook of Medicine. 21º ed. W.B. Company, Philadelphia, PA 19106.
  • Pesquisa Internet: Bireme, Lilacs, Pub Med


Hepatite C – A Epidemia Silenciosa

Tive oportunidade de  participar do  simpósio  anual sobre o tema  no Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas de São Paulo no último dia 28/11/2008.

Por se tratar de um  grave problema de saúde pública, me achei no dever de dividir com todos aqui do grupo as principais informações que foram transmitidas por  profissionais do mais  alto nível, que estiveram presentes  e pelo considerável grau de desconhecimento tanto da população como entre os profissionais da saúde.

Dados Alarmantes

De acordo com a  Organização Mundial da Saúde (OMS), a Hepatite C atinge cerca de 170 milhões de pessoas no mundo, sendo 3,2 milhões somente no Brasil, onde a doença infecta cinco vezes mais do que a Aids. Nos próximos 10 anos haverá uma explosão  principalmente no Brasil.

Descrição

É provocada por um vírus (HCV ou VHC), podendo ser assintomática e sintomática. Os sintomas são:

  • Mal-estar;
  • Cefaléia;
  • Febre baixa;
  • Falta de apetite;
  • Fadiga;
  • Dores musculares;
  • Em alguns casos icterícia( amarelão);

A seguir os sintomas desaparecem e cronificam em 80% dos casos podendo demorar de 20 à 30 anos evoluem para cirrose ou câncer hepático. Os restantes 20% eliminam o vírus sem consequências.

Transmissão

  • Transfusão de sangue  antes de 1993;
  • Hemodiálise;
  • Drogas injetáveis e/ou inaláveis;
  • Material cortante  de uso coletivo (manicure, acupuntura, tatuagem, pircing,barbeiros);
  • Sexo?
  • Ausência de fatores conhecidos;

Diagnóstico

  • Sorologia pelo método ELISA;
  • Pesquisar RNA – VHC – PCR;

Tratamento

O tratamento da hepatite C crônica  é feito com  Interferon e a Ribavirina dependendo do genótipo infectante.

Medidas de Controle

Não há vacina, nem imunoglobulina para hepatite C. Aos portadores crônicos são recomentados não compartilhar materiais cortantes, a possibilidade da tansmisão entre mãe e filho é raro, mas a amamentação se tiver fissuras no seio é desaconselhada, o uso de camisinha também é recomendado (apesar de se acreditar que não é transmitida via sexual), usuários de drogas injetáveis e inaláveis.

Considerações finais

A Hepatite C é um mal silencioso! Tem um número 7 vezes superior de infectados (notificados) ao de AIDS. Mas há um universo de pessoas que são portadores do vírus HCV e não sabem. Eu, você… Por quê? Porque a maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas.

A maioria dos estudos sobre o tema comprova que as pessoas infectadas souberam de sua doença ao doar sangue ou através de sintomas de dano hepático considerável. Como a saúde é um direito de todos, seus problemas poderiam ser melhor resolvidos de forma preventiva. Isso afastaria procedimentos de alta complexidade e custo, que promovem o enriquecimento – muitas vezes ilícito – de muitos.

A única forma de se identificar a Hepatite C é através do teste Anti-HCV. A detecção em tempo hábil evita a cirrose, o câncer e/ou a morte. Gostaria que cada um multiplicasse essas informações com amigos, familiares e se for viável incluir estas informações  nas palestras do grupo.


Antraz

Pode se verificar que existem relatos da doença desde a antiguidade. Na Bíblia, no livro de Gênesis, a quinta praga descrita que matou o gado egípcio assemelhava-se à Antrax. A doença também é citada em escritos antigos de hindus, gregos e romanos.

A bactéria do antraz foi nomeada a partir da palavra grega para o carvão- “anthrakis” – por causar lesões escuras como o carvão quando infecta a pele. A vida da bactéria na história e a etiologia da doença que ela provoca foram descobertas na metade do século dezenove por Robert Koch, um bacteriologista alemão que postulou a teoria de que a doença seria causada por um germe.

O antraz é uma doença infecciosa aguda provocada pela bactéria Bacillus anthracis. Sua ocorrência é mais comum em mamíferos de pasto como bois e carneiros. O homem geralmente só é infectado quando é exposto a animais contaminados, ou quando tem contato ou consome carne e derivados de animais contaminados. Em ataques bioterroristas o contato na maior parte das vezes acontece pela pele ou por inalação.

Os sintomas dependem da forma como a infecção foi contraída. Pela pele, inicialmente aparecem coceira e pequenos inchaços que com o tempo podem se tornar ulcerações. Por inalação, no início os sintomas são semelhantes aos da gripe. Em poucos dias a doença pode resultar em complicações respiratórias graves e matar. Por ingestão, nos primeiros dias a pessoa tem náuseas, perda de apetite, febre e vômitos. Quando se agrava, a doença provoca dores abdominais e vômitos de sangue.

Entre os obstáculos para a fabricação de armas a partir do antraz está a escolha das subespécies adequadas do esporo. Especialistas afirmam que existem inúmeras subespécies da bactéria Bacillus anthtracis e que apenas algumas são letais.

Dessa maneira, um possível bioterrorista teria de combinar legiões de microorganismos letais – uma tarefa extremamente perigosa – e reunir as bactérias frágeis para que elas se formem em seu estado latente e estável (os esporos).

Como existem pouquíssimos casos de antraz entre humanos e como seria anti-ético expor deliberadamente humanos à bactéria para testes, pouco se sabe com certeza a respeito do tratamento das pessoas expostas a ela. No entanto testes com animais oferecem algumas possibilidades.

Uma ampla diversidade de antibióticos pode eliminar a bactéria do antraz, mas somente caso seja receitada antes do surgimento dos sintomas. Até então a bactéria já terá lançado enormes quantidades de toxinas letais no corpo humano.


Micoses

Micoses são infecções causadas por fungos que se desenvolvem e proliferam rapidamente, na maioria das vezes em que há um excesso de calor e umidade.

Existem muitas espécies diferentes de fungos. Alguns fungos são necessários para o homem, como por exemplo, os fungos que são utilizados como alimentos ou na produção de alimentos como o fermento do pão e da cerveja.

Outros fungos, porém, podem causar doenças. Para que um fungo possa crescer e desenvolver ele necessita de calor, umidade e alimentação disponível. Os fungos que causam as micoses se alimentam de substâncias que são produzidas pelo ser humano. Por exemplo, o fungo que causa a micose superficial se alimenta de uma proteína chamada queratina, que é o componente principal das unhas, do cabelo e das camadas mais externas da pele.

Existem condições do ambiente e do homem que favorecem o desenvolvimento das micoses.

Estas condições são:

  • Calor e umidade;
  • Abundância de alimento;
  • Transpiração abundante;
  • Feridas e machucados na pele;
  • Deficiências nutricionais (avitaminoses, anemia, desnutrição, etc.);
  • Certas doenças (diabetes, AIDS, problemas circulatórios, câncer, etc.);
  • Uso de determinados medicamentos (antibióticos, anticoncepcional oral – “pílula”,   corticóides, etc.);
  • obesidade;
  • Uso de roupas e sapatos impermeáveis (botas de borracha, tênis, roupas de nylon,   etc.).
Tipo de Micose Aparência Prevenção
Micose de praia Causa manchas brancas no corpo, principalmente no pescoço, tronco e braços Enxugue-se com uma toalha após cada mergulho
Micose de virilha Mais comum em homens, a fricção causada pela sunga faz com que aumentem os fungos nessa região, fazendo surgir manchas avermelhadas Evite roupas de banho justas e prefira tecidos que sequem com maior facilidade
Micose de unha As unhas ficam esbranquiçadas, engrossam e, com o tempo, começam a descolar Mantenha as unhas curtas e limpas. Não tire a cutícula totalmente, pois ela é uma proteção natural contra os fungos.
Frieira Micose exclusiva dos pés, causa vermelhidão, bolhas e descamação, sobretudo entre os dedos. Por ser muito contagiosa, deve-se desinfetar o box após tomar banho e não freqüentar piscinas públicas Como é mais comum no verão, deve-se usar sandálias abertas, para evitar o suor nos pés.



Rubéola

A Rubéola ou Rubela é uma doença causada pelo vírus da rubéola e transmitida por via respiratória. É uma doença geralmente benigna, mas que pode causar má formações no embrião em mulheres grávidas.

Vírus da Rubéola

  • Grupo: Grupo IV ((+)ssRNA)
  • Familia: Togaviridae
  • Género: Rubivirus
  • Espécie: Rubella virus

O vírus da rubéola é um togavírus com genoma de RNA unicatenar (simples) de sentido positivo (serve de mRNA para sintese proteica diretamente). Possui um capsídeo icosaédrico e um envelope bilípidico.

Epidemiologia

A rubéola é um dos cinco exantemas (doenças com marcas vermelhas na pele) da infância. Os outros são o sarampo, a varicela, o eritema infeccioso e a roséola.

Progressão e sintomas

A transmissão é por contacto directo, secreções ou pelo ar. O vírus multiplica-se na faringe e nos orgãos linfáticos e depois dissemina-se pelo sangue para a pele. O período de incubação é de duas a três semanas. Transmitivel até 2 meses após a infecção.

A infecção, geralmente, tem evolução benigna e em metade dos casos não produz qualquer manifestação clínica. As manifestações mais comuns são febre baixa (até 38ºC), aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, manchas (máculas) cor-de-rosa (exantemas) cutâneas, inicialmente no rosto e que evoluem rapidamente em direção aos pés e em geral desaparecem em menos de 5 dias. Outros sintomas são a vermelhidão (inflamação) dos olhos (sem perigo), dor muscular das articulações, de cabeça e dos testículos, pele seca e congestão nasal com espirros.

O virus da rubéola só é realmente perigoso quando a infecção ocorre durante a gravidez, com invasão da placenta e infecção do embrião, especialmente durante os primeiros três meses de gestação. Nestas circunstâncias, a rubéola pode causar aborto, morte fetal, parto prematuro e mal-formações congênitas (cataratas, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita, microcefalia com retardo mental ou espinha bífida). Uma infecção nos primeiros três meses da gravidez pelo virus da rubéola é suficiente para a indicação de aborto voluntário da gravidez.

Tratamento

O diagnóstico clinico é difícil por semelhança dos sintomas com os dos outros exantemas. É mais freqüentemente sorológico, com detecção de anticorpos específicos para o vírus, ou por ELISA (é um teste imunoenzimático que permite a detecção de anticorpos específicos no soro..) A doença não é séria mas crianças de sexo masculino necessitam tomar vacina, mas freqüentemente também são inoculadas para prevenir as epidemias ou que depois infectem, no futuro, companheira grávida não vacinada. Às de sexo feminino é administrada sempre, devido ao risco de que apareça mais tarde durante períodos de gravidez. A vacina é por virus vivo atenuado e causa a doença em 15% dos casos, mas como já foi dito, em crianças é inócua. A vacina permitiu a sua erradicação em Cuba em 1993, o primeiro país a consegui-lo. A doença só é grave em mulheres grávidas.

Vacina

A vacina é composta por vírus vivos atenuados, cultivados em células de rim de coelho ou em células diplóides humanas. Pode ser produzida na forma monovalente, associada com sarampo (dupla viral) ou com sarampo e caxumba (tríplice viral). A vacina se apresenta de forma liofilizada, devendo ser reconstituída para o uso. Após sua reconstituição, deve ser conservada à temperatura positiva de 2º a 8º C, nos níveis local e regional. No nível central, a temperatura recomendada é de menos 20º C. Deve ser mantida protegida da luz, para não perder atividade. A vacina é utilizada em dose única de 0,5 ml, via subcutânea.


Dengue

O que é a dengue?

A dengue é uma das mais importantes viroses (doenças causadas por vírus). Nos países de clima tropical, as condições do meio-ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, seu principal transmissor.

Causador e transmissor

O causador da dengue é um vírus, mas seus transmissores – chamados tecnicamente de vetores – são mosquitos do gênero aedes, popularmente conhecidos como pernilongo da dengue. Este inseto tem algumas características que podem facilitar seu reconhecimento:

  • É escuro e rajado de branco;
  • É menor que um pernilongo comum;
  • Pica durante o dia;
  • Desenvolve-se em água parada e limpa;

Transmissão

A transmissão da doença ocorre a partir da picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias após ter sugado sangue de pessoa contaminada, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento.
Em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

Período de incubação

Varia de 3 a 15 dias após a picada pelo mosquito, sendo, em média, de 5 a 6 dias.

Sintomas

Os sintomas da dengue são:

  • Dor de cabeça e nos olhos;
  • Febre alta (muitas vezes passando de 40 graus);
  • Dor nos músculos e nas juntas;
  • Manchas avermelhadas por todo o corpo;
  • Falta de apetite;
  • Fraqueza;
  • Em alguns casos, sangramento de gengiva e nariz.

Tratamento

A pessoa com dengue deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e a febre, sempre com indicação do médico.
Para quem já teve dengue uma vez, o cuidado deve ser redobrado. Em uma segunda contaminação, as chances são maiores de a doença evoluir para a forma hemorrágica, que pode ser mortal.
A pessoa com dengue não pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como por exemplo, aspirina, AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Eles podem facilitar o sangramento.
Como a doença causa muita dor no corpo, em geral, as pessoas procuram analgésicos. É importante para o doente evitar antiinflamatórios, pois facilitam o sangramento.

Como evitar a doença

A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os “criadouros” (lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito). Portanto, não deixe a água, mesmo limpa, ficar parada em qualquer tipo de recipiente como:

  • Garrafas;
  • Pneus;
  • Pratos de vasos de plantas e xaxim;
  • Bacias;
  • Copinhos descartáveis.

Também não se esqueça de tapar:

  • Caixas d’água;
  • Cisternas;
  • Tambores;
  • Poços;
  • Outros depósitos de água.

Dicas

  • Misture uma colher de chá de água sanitária com um litro de água e borrife nas plantas de sua casa. A mistura não faz mal às plantas e mata o mosquito da dengue;
  • Lave bem os pratos de plantas e xaxins, passando um pano ou bucha para eliminar completamente ovos de mosquitos. Uma boa solução é trocar a água por areia molhada nos pratinhos;
  • Limpe calhas e lajes das casas;
  • Lave bebedouros de aves e animais com escova ou bucha e troque a água pelo menos uma vez por semana;
  • Guarde as garrafas vazias de cabeça para baixo, em local abrigado;
  • Fure latas e pneus;
  • Jogue no lixo copos descartáveis, tampinhas de garrafas e tudo o que acumula água. O lixo deve ficar o tempo todo fechado.
  • A melhor maneira de combater a dengue é a prevenção, mas ela já está aí, batendo em nossas portas!


Hanseníase

A Hanseníase é uma moléstia infecciosa crônica, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae. No mundo todo há cerca de 1.000.000 de pacientes em registro ativo, mas estima-se que realmente haja 1.260.000 pacientes que se distribuem em países de pobre situação sócio-econômica. Estas estimativas estão aquém da realidade, pois só no Brasil, estima-se cerca de 500.000 casos.

A Hanseníase não teria a importância que tem se fosse apenas uma doença de pele contagiosa, mas é a sua predileção pelos nervos periféricos que causa as incapacidades e deformidades que são responsáveis pelo medo, pelo preconceito e pelos tabus que envolvem a doença. É portanto uma doença contagiosa e que deforma.

Continua-se admitindo que a fonte de contágio é o homem com as formas bacilíferas da moléstia, virchowiana e dimorfa. As vias de eliminação dos germes são as vias aéreas superiores, pelo grande número de lesões que existem na mucosa nasal, na boca e na laringe. As lesões cutâneas ulceradas podem constituir também uma via de eliminação importante.

Muitos se infectam, poucos adoecem

Hoje se considera que a Hanseníase seja como a tuberculose e a poliomielite, isto é, muitas pessoas se infectam mas poucas adoecem. Fatores que teriam influência no aparecimento da moléstia seriam as deficiências proteíno-calóricas, com as consequentes implicações na formação de fatores imunitários e mais a promiscuidade, a falta de higiene e a miséria geral.

Clínica

A primeira manifestação da doença se constituirá de manchas hipocrômicas ou eritêmato-hipocrômicas ou simplesmente áreas circunscritas, de pele aparentemente normal, que apresentam distúrbios de sensibilidade. Há anidrose ou hipohidrose, queda de pêlos e ausência da horripilação. As lesões podem ser únicas ou múltiplas com localização e tamanho variáveis. Nestes casos não há comprometimento de troncos nervosos portanto os doentes não apresentam incapacidades e não são contagiantes. Nesta fase classificam-se os pacientes como HANSENÍASE INDETERMINADA.

No tipo HANSENÍASE TUBERCULÓIDE, as lesões cutâneas são constituídas por pápulas ou placas delimitadas, cheias ou com elevação apenas nas bordas. O tom da lesão é eritêmato-acastanhado, o tamanho varia e sua forma pode ser oval ,circular, anular ou figurada. Podem ser únicas ou múltiplas e há distúrbios da sensibilidade e da sudorese. Nesses casos há com freqüência comprometimento de troncos nervosos, bastante intenso, com as conseqüentes alterações sensitivas e motoras. Aqui como no caso anterior ainda se trata de uma forma não contagiante.

No pólo anérgico (imunidade celular deprimida ) da moléstia está a HANSENÍASE VIRCHOWIANA. Nesta forma há um polimorfismo de lesões com pápulas, tubérculos, nódulos, placas, ulcerações e infiltração difusa da pele. As lesões têm limites imprecisos e uma tonalidade ferruginosa típica. Quando há uma infiltração acentuada na face, com acentuação dos sulcos naturais e conservação dos cabelos, configura-se o clássico “facies leonina” da Hanseníase. Aqui os doentes estão com cargas altas de bacilos pelo corpo, configurando, portanto, forma contagiante, contágio este que cessa com o tratamento específico instituído.

Entre os dois pólos, o de resistência, tuberculóide e o anérgico, virchowiano, estão os casos intermediários, “borderline”, classificados como: HANSENÍASE DIMORFA. As lesões cutâneas nesses casos são em geral numerosas e lembram muitas vezes aquelas observadas nos tuberculóides, ou aquelas encontradas nos virchowianos, com tonalidade ferruginosa e imprecisão de seus limites. Os casos típicos dimorfos apresentam placas com uma área central circular de pele hipocrômica ou de aparência normal, bem delimitada, e que se difunde na periferia perdendo os seus limites gradual e imprecisamente na pele que a circunda (lesões “esburacadas”, “em favos de mel”, ou “em queijo suíço”). Os nervos periféricos são comprometidos com freqüência e esse comprometimento é intenso e extenso. Aqui a carga bacilar tende a ser alta, portanto uma forma contagiosa até o início da quimioterapia específica.

Diagnóstico

Do ponto de vista prático, o diagnóstico da Hanseníase baseia-se na pesquisa de sensibilidade e no encontro de bacilos álcool-ácido resistentes. Não há outra doença que apresente lesões com distúrbios de sensibilidade e, por isso, nos casos em que os bacilos são difíceis de encontrar, o diagnóstico é eminentemente clínico, mostrando-se pelas alterações neurológicas das lesões cutâneas. A pesquisa de sensibilidade pode ser feita com o auxílio de um tubo de água quente e outro com água fria (sensibilidade térmica), ou de uma agulha (sensibilidade dolorosa) ou de um chumaço de algodão (táctil).

Tratamento

As principais drogas em uso na hanseníase são a dapsone, a clofazimina e a rifampicina.
Com o uso indiscriminado da dapsone e da rifampicina por anos a fio, em monoterapia, tornou-se evidente o aparecimento de casos de resistência secundária e primária a esses medicamentos.
A OMS recomendou então, que o tratamento dos pacientes virchowianos e dimorfos fosse feito com as três drogas principais, no mínimo durante 2 anos. Os paucibacilares, indeterminados e tuberculóides, seriam tratados durante 6 meses utilizando-se a dapsone e rifampicina.


Meningite

Trata-se de uma inflamação das membranas que recobrem e protegem o sistema nervoso central – as meninges. A meningite pode ser de origem viral, adquirida depois de alguma gripe ou outra doença causada por vírus, ou de origem bacteriana, normalmente mais branda. Existem várias bactérias que podem ocasionar a meningite. Uma forma contagiosa da doença é a causada pelo meningococo que transmite a doença pelo ar.

Outra forma de contágio é o contato com a saliva de um doente. A bactéria entra no organismo pelo nariz e aloja-se no interior da garganta. Em seguida vai para a corrente sangüinea.
Podem ocorrer dois caminhos: cérebro ou difusão pelo corpo (bacteremia), causando uma infecção generalizada conhecida como septicemia.

Sintomas

Em bebês de até um mês os sintomas são irritabilidade, choro em excesso, febre, sonolência e a moleira fica estufada, como se houvesse um galo na cabeça da criança. Em recém-nascidos a suspeita diagnóstica torna-se mais difícil, em geral, choro irritado, hipoatividade, hipo ou hipertemia e gemência devem chamar a atenção para um possível diagnóstico.

Acima desta idade a criança ainda tem dificuldades de movimentar a cabeça

A partir dos cinco anos ocorrem febre alta e persistente, rigidez da nuca, dor de cabeça e vômitos em jato.

As meninges

As meninges são membranas que recobrem o cérebro e a coluna vertebral. As meningites são infecções que acometem estas membranas. Vários são os agentes etiológicos: Bactérias, vírus, fungos e parasitas.

O que ocorre

Quando as meninges são atacadas por um microorganismo, o corpo reage com suporte de leucócitos (células de defesa) para a região das meninges, lá a reação entre as células de defesa e o agente infeccioso causa uma reação inflamatória.
Esta reação inflamatória é caracterizada pelo aumento do número de leucócitos e formação de anticorpos contra aqueles agentes e é demonstrada através do líquor cefalorraquidermo que obtemos através da punção lombar.

Como fica o líquor

O número de leucócitos aumenta, a reação de defesa faz ampliar a concentração de proteínas e diminuir a de glicose (açúcar consumido pelas células). Podemos ver os agentes causadores através da Bacterioscopia, e há a possibilidade de captarmos os anticorpos através de várias reações específicas (Pandy, Contra imunoeletroporese e reação de antígenos bacterianos), inclusive com a possibilidade do diagnóstico etiológico.

Um passo à frente

Tão importante quanto o diagnóstico da meningite (doença), ter o conhecimento do agente etiológico (Hemophlus influenzae, Naesseria meningitidis, Esteptococos pneumoniae entre outros) é essencial, pois através do seu encontro poderemos determinar o antibiótico adequado, tempo de tratamento (que vai de dez a vinte e um dias) e a possibilidade da evolução, com complicações ou não e, assim estar um passo à frente da doença.

Riscos da auto-medicação ou incerteza no diagnóstico

A certeza de qual o agente causador é dada pela cultura do líquor, que apesar de demorada é positiva em média em 50% dos casos aqui no Brasil.
Assim é essencial não iniciar o uso de um antibiótico através de auto-medicação ou indicado sem certeza diagnóstica, dado por pessoa habilitada, pois apenas atrasa o diagnóstico da meningite e torna impossível o conhecimento do agente etiológico.

Apesar dos avanços…

Apesar das importantes melhorias no diagnóstico (atualmente mais precoce) e no tratamento (baixa resistência dos microorganismos aos antibióticos usados), a meningite ainda se mantém como uma das patologias mais preocupantes em nosso meio, pois as seqüelas ainda ocorrem e vão desde leves dificuldades escolares até a paralisia cerebral, passando por várias formas de defeitos físicos e intelectuais, incluindo a surdez parcial ou completa.


Gripe

A Gripe (Influenza) é uma das doenças respiratórias que mais acometem o homem. Causada por um vírus específico chamado vírus influenza (Myxovirus influenzae). Este vírus possui a capacidade de mudar constantemente suas características, o que possibilita que um mesmo indivíduo tenha várias gripes durante sua vida.

Por causa das mutações e da rápida disseminação da doença, as epidemias e pandemias são uma característica importante da gripe.
Apesar de freqüentemente apresentar a imagem de uma doença benigna, a gripe é uma doença grave que mata milhares de pessoas todos os anos.

Sinais e sintomas

* febre alta (acima de 39º C em 65% dos casos)
* dores musculares
* prostração (mal estar, sensação de fraqueza)

Podendo vir acompanhados de:

* tosse
* dor de garganta
* dor de cabeça
* coriza

As três fases da doença

Incubação (24 a 71 horas): Sem sintomas. Multiplicação do vírus no organismo do indivíduo infectado
Sintomas (3 a 7 dias): Febre acima de 39ºC, prostração, tosse, coriza, outros sintomas
Recuperação (até 2 semanas): fraqueza generalizada. Risco de complicações.

Gripe X Resfriado

A gripe (influenza) é diferente de um resfriado, ela é causada unicamente pelo vírus influenza, enquanto o resfriado pode ser causado por outros vírus respiratórios, como o vírus sincicial respiratório, o parainfluenza e o rinovírus. A gripe causa sintomas mais generalizados que incluem febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, tosse, coriza, dor de garganta e sensação intensa de fraqueza. Embora os sintomas de um resfriado sejam parecidos, estes geralmente são mais brandos e de curta duração, em geral sem febre.

Gripe é diferente de resfriado

Os sintomas febre, dores no corpo, entre outros que definem um quadro chamado de Síndrome Gripal não são exclusivos da gripe. Por causa da semelhança dos sintomas, a gripe pode ser facilmente confundida com um resfriado comum, podendo causar complicações e até a morte.

O vírus influenza

O vírus influenza é um vírus mutante, por isso as pessoas apresentam vários episódios de gripe durante a vida. As epidemias são causadas por dois tipos de vírus influenza: o tipo A e o tipo B. O vírus influenza tipo A é o que sofre maiores alterações, estando assim mais freqüentemente associado aos surtos e epidemias.
Algumas das proteínas virais essenciais para a reprodução do Myxovirus influenzae são capazes de estimular o sistema de defesa humano (antígenos internos e externos). Assim, essas proteínas estão envolvidas no estabelecimento do fenômeno de proteção induzido pela vacinação.

A gripe pode ser transmitida por

* Tosse
* Espirros: um espirro transmite a gripe a uma velocidade 167Km/h, em uma distância de 5 metros, em 1/10 de segundo
* Ar: a fala ou a respiração podem espalhar o vírus pelo ar.

Qualquer pessoa pode contrair gripe simplesmente por estar no mesmo ambiente de uma pessoa contaminada.

Conseqüências

Entre as principais complicações, a mais freqüente e de maior relevância é a pneumonia. Alem dessa, observam-se: otite média aguda, sinusite, laringite, complicações do sistema nervoso central e a Síndrome de Reye. Alguns indivíduos apresentam fatores de risco para essas complicações: idade acima de 65 anos, problemas pulmonares (asma, enfisema, fumantes), cardíacos e renais, hipertensão e diabetes.

Impacto médico

A OMS estima que a cada ano, 10% a 20% da população mundial têm pelo menos uma gripe.



Tuberculose

Doença grave transmitida pelo ar que pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial os pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de Koch, cientificamente chamado Mycobacterium tuberculosis.

Processo de disseminação

* 1º passo: Apesar de também atingir vários órgãos do corpo, a doença só é transmitida por quem estiver infectado com o bacilo nos pulmões.
* 2º passo: A disseminação acontece pelo ar. O espirro de uma pessoa infectada joga no ar cerca de dois milhões de bacilos. Pela tosse, cerca de 3,5 mil partículas são liberadas.
* 3º passo: Os bacilos da tuberculose jogados no ar permanecem em suspensão durante horas. Quem respira em um ambiente por onde passou um tuberculoso pode se infectar.

A Tuberculose Pulmonar

Processo inflamatório:

O indivíduo que entra em contato pela primeira vez com o bacilo de Koch não tem ainda resistência natural, mas adquire. Se o organismo não estiver debilitado, consegue matar o microorganismo antes que este se instale como doença. Estabelece-se, também, a proteção contra futuras infecções pelo bacilo.

TB primária

Após um período de 15 dias, os bacilos passam a se multiplicar facilmente nos pulmões, pois ainda não há proteção natural do organismo contra a doença. Se o sistema de defesa não conseguir encurralar o bacilo, instala-se a tuberculose primária, caracterizada por pequenas lesões (nódulos) nos pulmões.

Caverna tuberculosa

Com o tempo e sem o tratamento, o avanço da doença começa a provocar sintomas mais graves. De pequenas lesões, os bacilos cavam as chamadas cavernas tuberculosas, no pulmão, que costumam inflamar com freqüência e sangrar. A tosse, nesse caso, não é seca, mas com pus e sangue. É a chamada hemoptise.

Por que o pulmão?

Como o bacilo de Koch se reproduz e desenvolve rapidamente em áreas do corpo com muito oxigênio, o pulmão é o principal órgão atingido pela tuberculose.

Sintomas

* Tosse crônica (o grande marcador da doença é a tosse durante mais de 21 dias);
* Febre;
* Suor noturno (que chega a molhar o lençol);
* Dor no tórax;
* Perda de peso lenta e progressiva;
* Quem tem tuberculose não sente fome, fica anoréxico (sem apetite) e com adinamia (sem disposição para nada);

Tratamento

A prevenção usual é a vacina BCG, aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves da doença. Se houver a contaminação, o tratamento consiste basicamente na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. O tratamento dura em torno de seis meses. Se o tuberculoso tomar as medicações corretamente, as chances de cura chegam a 95%. É fundamental não interromper o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam.

Tuberculose resistente

Atualmente, consiste na principal preocupação mundial em relação à doença. O abandono do tratamento faz com que os bacilos tornem-se resistentes aos medicamentos e estes deixam de surtir efeito. A tuberculose resistente pode desencadear uma nova onda da doença, virtualmente incurável em todo o mundo.

Números

* 1/3 da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose
* 45 milhões de brasileiros estão infectados
* 5% a 10% dos infectados contraem a doença
* 30 milhões de pessoas no mundo podem morrer da doença nos próximos dez anos
* 6 mil brasileiros morrem de tuberculose por ano.



Câncer de Próstata

A próstata é a maior glândula acessória do sistema reprodutor masculino que, dentre muitas funções hormonais, produz também o líquido prostático que constitui cerca de 20% do volume do sêmen ou líquido seminal.

Depois dos 50

O câncer de próstata é a doença maligna mais freqüente em homens maiores de 50 anos de idade e a sua incidência eleva-se em cada década subseqüente. Existem aproximadamente 209.900 novos casos nos EUA a cada ano, (dados de 1997) e a doença figura como a segunda causa mais comum de morte por câncer no sexo masculino.

Diagnóstico precoce, o grande aliado

Nessa última década foram efetuados grandes avanços no diagnóstico e tratamento dessa doença. O uso precoce do toque retal, da determinação do PSA (Antígeno Prostático Específico) através do sangue e das técnicas aperfeiçoadas de biópsia, permitiram o estabelecimento do diagnóstico do câncer de próstata em maior número de homens, e em um estágio mais precoce e passível de cura.
Sintomas

Os sintomas iniciais da doença são muito sutis e muitas vezes passam desapercebidos pelos pacientes, e podem ser resumidos como sintomas obstrutivos ou irritativos da micção, como hesitação, redução da força do jato urinário, aumento da quantidade de urina e das vezes que vai ao banheiro dioturnamente, urgência miccional, sensação de bexiga cheia constante e até impotência sexual entre outros.

Qualidade de Vida

Assim é de extrema importância a visita ao urologista após os 40 anos de idade para acompanhamento e avaliação das condições prostáticas, visto que a demora no diagnóstico implica em um pior prognóstico, ou seja, quanto mais precoce for a detecção do câncer mais fácil será o tratamento, menos oneroso, além de diminuir as chances de metástases (que o câncer vá para outros órgãos) e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Tratamento

O tratamento depende do estágio que o câncer é diagnosticado (novamente a importância de um diagnóstico precoce com a visita ao urologista). No caso de uma doença localizada, a próstata é removida cirurgicamente (prostatectomia radical) ou tratada com radioterapia. Em caso de câncer metastático de próstata, o tratamento já se torna sistemático e bem mais complexo que o do câncer localizado. O tratamento em ambos os casos visam a extinção total do câncer, controle da dor e a desobstrução do fluxo da urina.

Incidência elevada

Resta ressaltarmos o aumento alarmante da incidência desse câncer, a grande mortalidade que ele é responsável, a rapidez com que ele evolui e a importância de um diagnóstico precoce da doença, uma vez que ela quando localizada pode ter cura, já quando avançada ou com metástase é controlável na maioria dos casos, mas pode ser muito estressante, debilitante e demorada.



Câncer de Mama

O câncer de mama figura atualmente como o maior problema de saúde em países desenvolvidos e também está se tornando grande fonte de preocupações em países em desenvolvimento. Em países do Ocidente é o tipo mais comum de câncer no sexo feminino e entre mulheres abaixo dos 50 anos a causa mais comum de morte. A cada 10 mulheres da América do Norte que viver até os 75 anos, provavelmente uma desenvolverá a doença. O câncer de mama também atinge os homens apesar de afetar 100 vezes mais as mulheres.

Depois da Menopausa

A freqüência da doença aumenta com a evolução da idade, em especial após a menopausa. Assim, dentre os fatores de risco podemos listar a idade, a existência de casos de câncer de mama na família (quanto mais próximo o parentesco maior a incidência) e estudos apontam para a influência do hábito alimentar, visto que a baixa ingestão de vitamina A está sendo associada com o aumento de casos, o mesmo ocorrendo em mulheres obesas. Fumar cigarros (ativa ou passivamente), consumo de álcool, exposição a pesticidas (em especial o DDT) e irradiação têm relação íntima com o desenvolvimento do câncer de mama. O tempo de amamentação superior a 6 meses tem sido sugerido como uma proteção ao câncer de mama em mulheres mais jovens.

Mude os hábitos

As formas de tratamento vão desde o uso de drogas até intervenções cirúrgicas. Quanto mais precoce a sua detecção menores serão as seqüelas deixadas na mulher, portanto nos resta enfatizar a forma de prevenção que se inicia com mudanças de hábitos diários como diminuir a ingestão de gorduras e acrescentar em sua dieta compostos com Omega-3, encontrado em leites por exemplo, abandonar definitivamente o hábito de fumar ou se afastar da fumaça do cigarro de fumantes (tabagismo passivo), evitar o consumo de álcool e, quando grávidas amamentar no mínimo por 6 meses, o que traz benefícios não só para a mãe mas também para o bebê, que é um grande favorecido com essa atitude.

Auto exame

Todas as mulheres devem examinar as suas próprias mamas através do auto exame, uma vez que a maioria dos casos é detectado pela própria paciente, o que pode proporcionar uma intervenção precoce para o tratamento. Sendo assim, o auto exame é essencial para a detecção precoce e prevenção do câncer de mama.

Como fazer

O auto exame deve ser feito uma vez por mês, de preferência no final do período menstrual, seguindo essas instruções:

* Primeiramente, frente a um espelho, com os braços pendentes observar a simetria e possíveis depressões nas mamas. Em seguida, com os braços elevados observar atentamente qualquer alteração que possa ser visível nas mamas.
* Depois, deitada de costas com um travesseiro no dorso inicia-se a palpação. Divide-se a mama em quatro partes (chamadas quadrantes).
* Coloca-se um dos braços sobre a cabeça e com o outro braço, usando as pontas dos dedos fazendo movimentos circulares palpa-se a mama do mesmo lado do braço que está sobre a cabeça. A seguir realiza-se o mesmo procedimento no lado oposto.
* Qualquer alteração (aumento de volume, nódulos, caroços e outros) deve ser informada imediatamente ao médico.



Câncer de Pulmão

O câncer de pulmão está entre as doenças, que sem dúvidas, irão figurar como uma das enfermidades mais importantes e uma das fontes de estudo e pesquisa mais vastas na área médica no século XXI.

Os números

Hoje ele é encontrado como a malignidade fatal de maior incidência no homem com mais de 35 anos e na mulher entre 35 e 75 anos, já superando o câncer de mama. A relação de incidência entre homens e mulheres vem caindo progressivamente – antigamente os homens eram as maiores vítimas – hoje as diferenças são muito baixas, provavelmente pelo aumento do tabagismo no sexo feminino. Estatísticas norte-americanas mostram que:

A cada ano ocorrem mais de 100.000 novos casos de câncer nos homens e 50.000 nas mulheres;

A incidência global está aumentando e a taxa de mortalidade vem em uma crescente constante;

Somente 20% dos pacientes fazem o diagnóstico precocemente, o que poderia aumentar as chances de cura, que já são baixas.

Uma quadra de tênis

Dentro do pulmão existem cerca de 300 milhões de alvéolos (local em que ocorre a maior parte das trocas gasosas) o que significa uma área equivalente à de uma quadra de tênis. O alvéolo é uma estrutura complexa e muito sensível a todos os materiais que o ar pode abrigar entre poluentes ambientais, industriais e principalmente a fumaça do cigarro que constitui a maior causa de câncer de pulmão no mundo.

A força do hábito

A correlação entre hábito de fumar e a incidência do câncer de pulmão ocorre em 80 a 90% dos casos. É cientificamente comprovado que quanto mais precoce o início do hábito de fumar maior o risco de câncer de pulmão , fato que é muito triste pois apesar de ser uma doença de cura muito difícil ela pode ser evitada.

Apenas uma tosse…

Em relação aos sintomas da doença, 10% dos pacientes não manifestam sintomas e neles o diagnóstico é suspeitado somente quando se faz uma radiografia de pulmão; 75% dos pacientes apresentam tosse com catarro, que para o fumante não é fruto de muitas preocupações, visto a baixa importância que eles atribuem a essa tosse que já é comum em seu dia a dia. Essa tosse acaba levando o fumante ao médico somente quando ela começa a eliminar sangue, o que ocorre em 50% dos casos. Pode ser relatado falta de ar, dor ao respirar e febre juntamente aos sintomas acima.

Diagnótico tardio, chances mínimas

O pulmão é um dos órgãos mais nobres do corpo humano e qualquer lesão que nele ocorra refletirá nos demais órgãos (coração, cérebro…). O diagnóstico é na grande maioria tardio e as chances de cura são mínimas quando não detectado precocemente.

O tratamento é feito de acordo com o local do pulmão atingido e tipo de tumor entre muitos outros fatores, sendo que o mais importante é ressaltar que mesmo frente a várias opções de tratamento, este ainda mostra-se muito deficitário visto a complexidade da doença que, mesmo quando curada, além de poder voltar a aparecer, pode deixar seqüelas graves que comprometem a qualidade de vida do enfermo.

Erradicação

Resta assim ressaltarmos a importância da prevenção de uma doença que neste caso reside no abandono definitivo do hábito de fumar, que mesmo frente a inúmeras campanhas antitabagismo, ainda estamos muito longe de erradicar esse vício de nossa sociedade.









One Response to Paletras de Saúde

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